segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Descompensada e perigosa

Durante esse ano eu me tornei uma arma perigosa para minha conta bancária. Foram tantas compras que eu mesma cheguei à conclusão que ultrapassei todos os limites. Eu consegui algo que nunca tinha acontecido: comprei repetido. Foi assustador. Mesmo assim eu continuei comprando. Passei por três psiquiatras esse ano. Uma mulher e dois homens. O último, na verdade, eu fui em apenas uma sessão, mas foi o que mais gostei, o que me trouxe mais segurança, o que me pareceu que mais compreende essa negação dos bipolares em continuar um tratamento, em ir às consultas, em falar que as coisas não estão bem, que estamos desviando nossas frustrações e problemas para compras sem necessidade. Essa semana fui arrumar meu armário e encontrei uma necéssaire que eu nem lembrava de ter comprado, muito menos onde ou por qual motivo...

As compras se dividiram, basicamente, em:
35% maquiagem e produtos para a pele

30% sapatos, bolsas, carteiras e clutches

30% livros e filmes em DVD

5% óculos de sol, anéis, brincos, pulseiras (inclusive duas da Vivara Life), relógios
As maquiagens novas continuam, em sua maior parte, intactas. Há uma quantidade considerável de blushes, em sua maior parte da M.A.C. Sombras há de todas as cores imagináveis. Eu comprei 10 sombras unitárias da M.A.C numa única compra, fora os kits. Máscaras para cílios há uma infinidade também. Batons eu nem sei as cores que tenho. E eu me desapeguei de muita maquiagem... muita mesmo. 

Bolsas e sapatos sempre foram vícios para mim e para minha mãe. Os olhos das duas brilham quando chegam na frente de uma vitrine. Não foi diferente esse ano. O que foi diferente é que algumas bolsas e alguns sapatos sequer ficaram algum tempo dentro dos meus armários. Foram doados por terem sido comprados por mero impulso e não terem nada a ver comigo e com meu gosto pessoal.

Com os livros e filmes não há arrependimentos, pois se ainda não os li ou assisti, farei isso mais cedo ou mais tarde.

Óculos, bijouterias e jóias a gente usa sempre. Então também não é algo tão terrível, mas tenho demais e acabo doando, pois não consigo usar e muita coisa fica esquecida no fundo das gavetas e eu fico encucada com coisas paradas por muito tempo sem uso...

Portanto, depois desse rápido balanço e estando na última semana do ano, quando fazemos nossa lista de resoluções para o ano que chega, acho que o quesito compras desenfreadas deve ser um dos primeiros itens da lista. Não abandonar o tratamento para bipolaridade também deve estar entre os primeiros itens.


  

1 Comentários:

  1. Puxa, Valentina, o meu mal é compras também. Especialmente este ano, que me empolguei e comprei muito. Tô desapegando bastante, mas mesmo assim tem make demais. A sorte que foi mais isto, não comprei outras coisas...

    Bom, que 2012 seja um ano bem melhor pra nós duas.

    Um grande beijo, fica bem!

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